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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FOTOS HISTÓRICAS DO POVOADO DE VERTENTE DO LÉRIO

                            Escola Capitão Luis de França - Atual Prefeitura

                                  Arquitetura antiga da Igreja de Nossa Senhora das Victórias
                                  Praça Nossa Senhora das Victórias


                                Casa Históricas do centro do povoado de Vertente do Lério
                                  Rua Capitão Luis de França década de 80

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FAMÍLIAS PIONEIRAS DE VERTENTE DO LÉRIO

ANTÔNIO JOSÉ PESSOA - pioneiro, abriu o comércio de gêneros alimentícios em geral e outros artigos de primeira necessidade incluindo no comércio uma padaria. Construiu a primeira casa de alvenaria de Vertente do Lério;

CAPITÃO LUIS DE FRANÇA - cidadão obedecido por todos e gozava de grande influência  entre os moradores e também das pessoas que moravam nas localidades vizinhas. Organizou a sua fazenda distante do povoado, em lugar que recebeu o nome de VAPOR devido a primeira fábrica de beneficiamento de algodão, dando início a vocação industrial do Município;

JOSÉ MOREIRA DE FRANÇA - Este também era fazendeiro juntamente com JOSÉ MARIA SARAIVA, DINO VALETIN, JOSÉ ANTÔNIO PESSOA;

JOSÉ BATISTA DE SOUZA - pecuarista deu inicio a esta atividade em Vertente do Lério passando a fornecer carne, leite e derivados as pessoas que começavam a habitar aquele lugarejo. Construiu a primeira casa no estilo colonial brasileiro, típica arquitetura das fazendas(casarão do centro da cidade), hoje, infelizmente, demolida;


 
LUIS DE FRANÇA SARAIVA - Outro latifúndio que recebeu o título de Caritão. Era um título que lhe dava grande importância e prestígio entre os habitantes locais e da vizinhança.

Fonte: Apostila elaborada pela Professora Maria Berenice A. Campos

POVOADO MATA VIRGEM

ORIGEM
O povoado de Mata Virgem está localizado no alto da Serra de Vertente do Lério e desde seu início serve de fronteira entre os estados de Pernambuco e Paraíba. Por está situado a uma altitude de 554 m acima do nível do mar, o povoado de Mata Virgem é um dos lugares mais altos de Vertente do Lério, tendo como características o seu clima serrano e tranqüilo.

Conta os mais velhos que na região da Mata Virgem existiu uma grande mata ainda intocável. Os caçadores, que nela entravam em busca de animais, ficavam amedrontadas com os índios e pela claridade das luzes dos vagalumes nas sombras das árvores. Os índios viviam da agricultura e da caça de onças e raposas que na mata existiam. Bebiam água, que corria pelos córregos que desaguavam no Rio Paraíba.

Contam também que a mais de 300 anos, os negros escravos desmataram grande parte da mata(cedros e pau d’arco) para utilizarem os troncos como suporte para coberta do engenho de cana da família CAMPOS, construídos naquele local. Os escravos faziam tijolos de 70cm de comprimento e 30cm de largura os quais eram utilizados na construção da Igreja local.

Já os índios, ordenados pelos Holandeses que viviam na região sobre o comando de Frei Ibiapina, carregavam os tijolos em burros e bangüês para a construção das paredes da igreja.

A Igreja foi construída entre Paraíba e Pernambuco e o Padre celebrava missas para os moradores dos dois estados. A igreja construída naquela época é utilizada como marco divisório no centro da mesma, entre os estados de Pernambuco e Paraíba.

DENOMINAÇÃODO POVOADO MATA VIRGEM

Ao lado da mata, construíram casas em volta da igreja de Nossa Senhora da Conceição. O arruado ali formado, recebeu o nome de Mata Virgem em homenagem a natureza do lugar.

CRIAÇÃO DA FEIRA DO POVOADO MATA VIRGEM

Em 1916, foi criada a feira no povoado pelos irmãos: Henrique, Veloso, Zuza, E Bel Barbosa, autorizados pelo ex-deputado Coronel Antônio Pessoa da Paraíba.

No inicio eram abatidos 12 animais para serem vendidos na feira. Os moradores de melhores situações financeira, compravam carne e os mais carentes se satisfaziam comprando o sangue e os miúdos dos animais abatidos.

Foram construídos em frente à igreja, paredões com o formato de casas, no frentão colocaram arcos trabalhados enfeitando o povoado e na parte interna barracas e bancos com comidas para vender a visitantes.

EXTINÇÃO DA FEIRA DA MATA VIRGEM

Com os altos impostos cobrados pelos fiscais da Paraíba, sobre as mercadorias da Paraíba e Pernambuco, fizeram com que os feirantes, a partir de 1940 se transferissem para o povoado de Oratório(hoje município de Casinhas/PE)

ORIGEM DO POVOADO DO TAMBOR DE BAIXO

Existia também um pé de tambor no atual povoado do Tambor de Baixo, na mesma época da existência do pé de Tambor, do povoado Tambor de Cima.

Os agricultores daquela região vinham trabalhar na agricultura e sempre diziam quando saiam de casa: “Vamos para o Tambor de Cima ou Tambor de Baixo”. E assim o povoado que se formou em volta do Tambor, ficou conhecido por Tambor de Baixo. Do outro lado do rio, foi construída a capela de Nossa Senhora do Rosário.

ORIGEM DO POVOADO CHÃ DO PAVÃO

Por volta de 1920, o Senhor José Clemente criava em sua casa uma grande quantidade de pavões, que dormiam nos altos galhos da gameleira, que havia no quintal de sua casa. Os pavões cantavam durante a noite e pela manhã davam vôos gigantescos sobre toda a chã(lugar alto) que ficava em volta da casa de Seu José Clemente.

Daí derivou-se povoado da Chã do Pavão, devido a chã onde voavam os pavões e os moradores daquela localidade deram o nome de Chã do Pavão. Dentre os pavões um deles se destacavam por ser o mais voador de todos e era conhecido como PAVÃO VOADOR.
No centro do povoado foi construída a Capela de São José, onde os habitantes da localidade rezam suas orações e celebram suas missas. Destaque-se e que até hoje os moradores daquela localidade mantém a mesma arquitetura.

POVOADO DO TAMBOR

ORIGEM

O povoado do Tambor originou-se de uma planta com o mesmo nome, a qual se encontrava fixada no centro do atual povoado. Ao lado do pé de Tambor ali morava um senhor idoso chamado “PAI TAMBOR”. As pessoas que ali passavam combinavam em pernoitar na casa de Pai Tambor(pessoa conhecida de todos). Ao lado da casa foram construídas outras e logo formou-se o povoado.

Os habitantes do povoado, combinaram em cortar o Pé de Tambor, para construir a capela sobre a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Em homenagem ao pé de tambor, os habitantes colocaram o nome do povoado de “POVOADO DO TAMBOR”.
O tempo foi passando, e por volta de 1916, formou-se uma feira no povoado dando um grande impulso ao comércio daquela localidade.

Os Batistas e Guerras eram famílias de maior situação financeira daquela localidade. Abriram casas comerciais no centro do povoado e os habitantes das localidades vizinhas lá faziam suas compras. Em 1920, o Senhor Manuel Eliotério, armou as tesouras e andaimes para levantar a igreja de Nossa Senhora da Conceição tendo a ajuda dos moradores local. Nesta mesma época Surubim também criou uma feira e os comerciantes di Tambor fixaram residência no distrito de Surubim.

Com a emancipação da Vila Surubim em 11 de setembro de 1928 do Município de Bom Jardim a feira de Surubim se desenvolveu enquanto as do Tambor e Mata Virgem perderam “Fôlego” e os Mascates se transferiram para a feira da cidade de Orobó.

A ESCOLA DO TAMBOR

A Escola São José foi construída pelo prefeito de Surubim, Dr. Dídimo Gonçalves Guerra, com o objetivo de atender aos estudantes daquela região que muitas vezes terminavam o curso primário e ficavam sem estudar por não ter condições financeiras para ingressar no curso primário e também ginasial.


TAMBOR ATUAL

Após o plebiscito de Vertente do Lério o povoado do Tambor foi elevado a categoria de Distrito do Município de Vertente do Lério.

O tambor de um modo geral abrange três comunidades: TAMBOR DE CIMA, TAMBOR DE BAIXO e CHÃ DO PAVÃO.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Dados Históricos-Vertente do Lério-PE



A cidade

Contam os mais velhos que o local foi castigado por anos e anos de seca, e uma Vertente de água salobra era a salvação para muitas pessoas que moravam nas proximidades e até alguns quilômetros de distância da cacimba.

Um homem chamado Lério resolveu construir, a sua casa junto ao local da água onde conservavam a vertente sempre limpa, minando o precioso líquido para quem viesse buscá-lo.

Um certo dia uma caravana de ciganos que passava por ali, pediu pousada e o Sr. Lério prontamente cedeu o local, onde descansaram, deram água aos animais e partiram, deixando uma jovem cigana apaixonada por Lério que também correspondeu ao seu amor.

Casaram-se e fizeram do local o seu lar, construíram uma casinha a sombra da gameleira e junto a vertente de água, sempre limpa a espera de alguém para saciar a sede.

Por volta da década de 1880, uma grande seca, assolou a região e pessoas que moravam a vários quilômetros de distância da “Vertente do Lério”, vinham a ela abastecer-se. E quando se encontravam diziam uns aos outros: - De onde vem essa água?- Da Vertente do Lério.

E assim, à sombra frondosa da gameleira, embalado pelo amor de uma cigana nasce o município de Vertente do Lério.

Gentílico: vertentense do lério

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Vertente do Lério, ex-povoado, pela lei municipal nº 17, de 22-05-1953, subordinado ao município de Surubim.

Em divisão territorial datada de 1-7-1960, o distrito de Vertente do Lério permanece no município de Surubim.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-1-1991.

Elevado à categoria de município com a denominação de Vertente do Lério, pela lei estadual nº 10622, de 01-10-1991, desmembrado de Surubim. Sede no antigo distrito de Vertente do Lério. Constituído do distrito sede em 01-01-1993.

Fonte: IBGE.
Foto: Alunos Tássio, Valéria e Renan